E por falar em saudade, onde anda você?

Na segunda-feira, dia 19 de outubro, há 107 anos, no longínquo século passado, exatamente em 1913, brotou, no bucólico bairro do Jardim Botânico - à época Gávea -, nosso “Poetinha Maior”, Vinícius de Moraes. Germinou em terreno fértil e musicalmente propício: pai poeta e violinista amador e mãe pianista. Aos três, foi para Botafogo viver na casa dos avós paternos. Morou e estudou em várias ruas do bairro até 1924, quando a família se mudou para a Ilha do Governador. Passou os fins de semana e férias como insulano, ficando a semana em terra firme no bairro, cujo nome homenageia João Pereira de Souza Botafogo, português armeiro que lá viveu outrora. Não veio ao mundo para ser gauche, talvez um

Leveza, arte e alegria

Passarinho e bicicleta. O que eles têm em comum? Liberdade, leveza, graça, independência. Essas são as duas paixões da web designer e fotógr

Todo poeta tem sua musa inspiradora

Musas. Quem são essas figuras mitológicas e encantadoras? O nome vem do grego “mousa” – poema. Habitavam o templo de “Museion”, que deu origem à palavra ‘museu’, local onde se incentiva e preserva arte e ciência. Tinham a capacidade de inspirar a criação em sua essência. Filhas de Mnemósine, a deusa da memória, e Zeus o pai dos deuses. Jardim Botânico Eram nove: Calíope - deusa da Eloquência. Casou-se com Eagro, de quem teve Orfeu, o célebre cantor da Trácia. Clio, deusa da História; Erato, deusa da poesia lírica; Euterpe, deusa da Música; Melpômene, deusa da tragédia; Polímnia, deusa da música sacra; Tália, deusa da comédia; Terpsícore, deusa da dança; e Urânia, deusa da Astronomia. Ao se c

Bicicletas em prol do coletivo

Ela e sua bike, sua bike e ela. Sempre juntas. E o que é melhor, a favor da comunidade. Professora de inglês em escola pública em Manaus, no Amazonas, Mariléia Seixas se reinventou em cima de uma bicicleta. Construiu uma rede invejável de amigos e conhecidos que se espalha por todos os cantos do Brasil através de ONGs e associações. E ainda decidiu usar todo esse conhecimento para transformar vidas, além da sua. Mari tem paixão por bikes e isso começou muito cedo, aos sete, oito anos, entre as ladeiras e tombos que levou no bairro Petrópolis, entre os amigos da vizinhança, que ora brincavam de bicicleta e patins ou manja e pega, uma espécie de esconde-esconde, ora se reuniam para ouvir algué

Meu Norte é o Sul

Um belo dia em 2015 a bióloga Juli Hirata resolveu mudar. De vida. Não sem motivos ela deixou tudo em São Paulo, onde morava e vivia bem e menos de um ano depois estava em Deadhorse, vilarejo com menos de 50 pessoas entre a baia Prudhoe e o oceano Ártico, o ponto mais ao norte possível por terra no Alasca, dando início ao projeto Extremos das Américas, que só vai terminar quando ela chegar ao Ushuaia, na Terra do Fogo, o ponto mais ao sul, na Argentina. Hoje, por conta da pandemia, Juli está na casa dos tios, em São Bernardo do Campo, as mochilas prontíssimas para voltar a Quito, capital do Equador, onde deixou equipamentos e sua bicicleta Borboletinha, uma Specialized Myka Pro azul comprada

Eu queria ser...

Pôr do sol em Paquetá Recentemente vivemos uma onda de declarações de “se eu pudesse escolher, queria ser...”. Tudo começou com a declaração do escritor e jornalista Ruy Castro, na ‘live’, dia 23 de setembro, junto a Heloisa Seixas, também jornalista e escritora, sua companheira, para a jornalista Anna Ramalho. No finalzinho do bate-papo, Ruy atesta sem pestanejar: “queria ser o João Luiz de Albuquerque!” Amanhecer no Arpoador João, também jornalista, é uma figura maravilhosa, um gentleman. Sempre bem humorado, tem tiradas icônicas e geniais. Suas brincadeiras têm sempre um tom sério e um ar absolutamente solene. A última delas, comigo, ocorreu no dia do lançamento do “Metrópole à beira-mar

Dr. em saúde e sustentabilidade

Ano que vem o médico Paulo Saldiva, 66 anos, um dos mais importantes patologistas do país, professor da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), completa nada menos do que 50 anos de pedal. Número impressionante em qualquer lugar do mundo, mais ainda em São Paulo, uma cidade deliciosa em vários aspectos, mas pouco amistosa em relação às bicicletas porque é poluída, tem trânsito pesado, motoristas estressados e conta com a falta de sensibilidade dos nossos governantes, que ainda privilegiam os carros. Ainda assim, ele se manteve firme pedalando diariamente coisa de 30 km em média. 200 km por semana. Em frente à Faculdade de Medicina da USP, em foto de Bruno Fernandes (Supe

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