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Perguntas Muito Frequentes feitas a uma pessoa que escreve sobre Mobilidade Urbana


Todo mundo que fala e pesquisa sobre um mesmo assunto vira referência, pelo menos, para as pessoas mais próximas. Organizei um FAQ com algumas das perguntas sobre mobilidade que ouço com mais frequência. São elas:


Bike, metrô ou busão?
Paulistano é tarado por eficiência. Por isso, uma das primeiras perguntas que eu ouço quando falo que não dirijo - ou quando defendo que o carro não é o meio de transporte mais eficiente da cidade - é: qual modal vai mais rápido? É claro que depende da distância que você percorre, do trajeto e da oferta dos transportes de cada região. Para o meu circuito casa-trabalho, é bicicleta em primeiro lugar, com 25 minutos, carro é segundo, com 40, depois metrô com 45 minutos e por último ônibus com 1 hora. A distância é de 6,5 km. 

Que ônibus eu pego?
Essa pergunta parece estúpida, mas mostra como faltam, ainda, melhores instruções nos pontos e na cidade sobre as rotas dos ônibus. É verdade que nossa cultura é assaz oral e que faz parte do tête-a-tête brasuca parar o motorista pra perguntar "esse ônibus passa não sei onde?". Mas prefeitura nenhuma conseguiu solucionar esse problema da informação das rotas - o que me parece ser bem básico. Já vi até iniciativas independentes colocarem papelitos nos pontos indicando quais ônibus passam naquele lugar, porque às vezes nem isso o poder público fixa mais nas paradas.

Você acha que as ciclovias deveriam ter sido melhor planejadas?
Essa pergunta é tão frequente que uma vez me pediram a resposta em um tweet. Então vamos lá: não. O argumento de que a ciclovia tinha que ser mais planejada é usado de ma fé, geralmente pra minar uma política que questiona o monopólio do uso do espaço público pelo carro. Acho que excedi uns 35 caracteres. Mas o ponto é: toda política pública pode ser desenvolvida por mais tempo, consultar mais especialistas e envolver outros órgãos. Mas o que estava em jogo na implementação da malha cicloviária em São Paulo era esse questionamento do uso das ruas. E isso não poderia ter sido feito, em quatro anos, de maneira "mais planejada". Se a gestão envolvesse a população, que é carrocêntrica, a cidade nunca ganharia 400 km de ciclovias. E a bem da verdade é, que quem critica o planejamento dessa implementação não anda de bicicleta. 

É verdade que quanto mais faixas de rolamento são abertas, mais trânsito é provocado?
Sim. Não parece intuitivo, mas um estudo antigo do período pós guerra já indicava que não adianta abrir mais vias para os carros, porque isso gera algo chamado "trânsito induzido". É como se a abertura de ruas convidasse as pessoas que não usam carros a colocarem-os para fora de casa, gerando tráfego mais intenso. Por exemplo: uma pessoa que se planeja para sair mais cedo de casa para evitar o trânsito passa a sair mais tarde quando há mais oferta de ruas, gerando picos de rush mais carregados. O estudo mais conhecido sobre isso é do teórico Phil Goodwin e se chama Evidências Empíricas Sobre o Trânsito Induzido.

Onde posso me informar mais?
Hoje em dia há muitos apps e sites que discutem a mobilidade urbana. De ciclistas a pedestrianistas a estudiosos, há uma gama de lugares que dão dicas de rotas, que fiscalizam os gestores, que incentivam uma mudança nos paradigmas modais da cidade. É o caso por exemplo do Vá de Bike, Bike é legal, Ciclocidade, Cidades para pessoas, dos apps "Sem Carro" e "MubMaps", entre vários outros. Convido todos a olharem essas e outras fontes de informação, e a continuarem esse FAQ via email: maria.shirts@gmail.com

 

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