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Agora que passou o Carnaval

1/3/2017

 

 

Se é apenas depois dessa grande festa que as coisas começam no Brasil, vale a pena refletir um pouco sobre esse “recomeço”, para que possamos fazer diferente e melhor. Como sabemos, não dá para fazer as coisas do mesmo jeito e esperar resultados diferentes. E, nesse campo, a leitura do livro “Cidades para pessoas”, do urbanista dinamarquês Jan Gehl, vem muito a calhar.

 

Ghel, que esteve em novembro de 2016 no Brasil para participar do evento de palestras Fronteiras do Pensamento, é um grande pensador sobre cidades, urbanismo, mobilidade ativa e qualidade de vida.

 

Em seu livro e seu trabalho – foi responsável pelas mudanças positivas em Copenhague, onde hoje 50% dos habitantes usam bicicleta diariamente, e Nova York, que conta hoje com 800 km de ciclovias – o urbanista foca em cidades criadas para as pessoas, para o convívio ao nível dos olhos, para o bem-estar coletivo. Assim, praças, jardins, calçadões e ruas fechadas para carros são prioridades. “O carro espreme a vida urbana para fora do espaço público”, disse ele nas palestras em Porto Alegre e São Paulo.

 

Aqui, algumas de suas outras ideias, que nos fazem pensar em uma mudança coletiva, partindo logicamente do plano pessoal. Afinal, todo dia temos a oportunidade de escolher como vamos nos deslocar na cidade: a pé, de transporte público, de bicicleta ou de carro (táxi, uber, compartilhado ou privado) para qualquer lugar, em qualquer tempo.

 

 “ Trânsito é como água, ele vai aonde deixam ele passar.”

 

“ Há 50 anos, as cidades têm sido construídas de forma a acomodar prédios e carros. Os arquitetos do mundo todo estão mais obcecados com a forma, e menos com a vida. Precisamos mudar esse paradigma, porque as pessoas é que são o mais importante nessa história”.

 

 “A paixão pelos carros está em baixa.”

 

“ Nova York é um exemplo de cidade em que se tomou a decisão de se preocupar mais com as pessoas do que com os carros. No caso de São Paulo é o contrário, transformaram toda a cidade no que é melhor para o automóvel.”

 

“Em algumas áreas das cidades é ótimo ter zonas livres de carros, para que as pessoas aproveitem a vida urbana sem ter medo de congestionamentos. Não estou falando de parques, mas de áreas fechadas mesmo.”

 

“Quanto maiores as cidades, mais obsoleto e ineficaz é ter automóveis individuais como meio de transporte.”

 

“Para que as pessoas pedalem e caminhem mais precisamos investir em infraestrutura. Ter bairros e regiões centrais melhores e mais cicláveis e caminháveis. Esta é a saída.”

 

“Quanto mais largas forem as vias e quanto mais ruas as cidades tiverem, elas também terão mais trânsito, mais gente sedentária e obesa e mais poluição. Em cidades inteligentes eles estreitam e limitam o número de ruas e se esforçam para promover o transporte coletivo, a bicicleta e o pedestrianismo.”

 

“Importante é unir os modais e oferecer uma variedade de opções saudáveis e inteligentes para os cidadãos. Em Copenhague, você pode retirar uma bicicleta em uma estação, embarcar no trem, descer na sua estação e continuar pedalando. Isso é muito inteligente”.

 

“Um dos maiores problemas hoje nos países desenvolvidos são as pessoas que passam muito tempo sentadas, caminham pouco e morrem cedo. Vamos fazer as pessoas caminhar e aproveitar a cidade.”

 

“As cidades devem ter estratégias fortes em relação ao futuro das comunidades. O objetivo de Copenhague é ser uma cidade maravilhosa para caminhar, em todas as regiões e para qualquer idade. Outra estratégia é ser a melhor cidade do mundo para bicicletas. Se fizermos mais ruas, teremos mais carros, mais tráfego. Se você proporciona melhores condições para os pedestres e para a vida pública, o que acontece dez anos mais tarde? Você tem mais pedestres e mais vida nas ruas. Se oferece melhores condições para as bicicletas, dez anos depois terá mais ciclistas. Então, é uma questão de qual estratégia você tem.”

 

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