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Engenheira civil explica como o tempo no trânsito determina o acesso à cidade

23/3/2017

A Prefeitura de São Paulo, através da UMAPAZ, promoveu nessa semana um debate sobre a mobilidade na perspectiva de gênero. Engenheira civil e fundadora do Grupo de Estudos de Gênero da Poli-USP, Haydee Svab conduziu a palestra apresentando dados importantes sobre os deslocamentos na cidade de São Paulo e propôs a análise comparativa de prisma espaço-tempo de homens e mulheres.

 

 

 

O que é prisma espaço-tempo? Em resumo: são os elementos que determinam quão distante uma pessoa pode ir, em um dia de trabalho, da sua residência, considerando o tempo de deslocamento médio de cada modal e o papel social que cada um desempenha.

 

Sabendo que o tempo médio na cidade de São Paulo é o seguintes para cada modal: carro (20 Km/h), ônibus (14 Km/h), bicicleta (15 Km/h) e a pé (5 Km/h), é possível fazer uma análise da possibilidades de deslocamento de cada cidadão. Usando os exemplos apresentados por Haydee, que partem de uma situação ideal de oferta de estrutura de transporte, constatamos que quanto mais tempo gasto para percorrer quilômetros na cidade, menos possibilidade de emprego e vida social uma pessoa terá.

 

Um homem com um carro próprio tem mais possibilidades de escolha de emprego do que uma mãe solo que com seu filho se desloca de ônibus pela cidade, ou mesmo que o fizesse também com um carro particular. Isso porque o histórico de deslocamento feminino é bastante diferente, a começar pela quantidade de viagens feitas em um mesmo dia para concretizar todas suas tarefas.

 

As cidades nos tempos atuais ainda são pensadas em uma perspectiva masculina, gerando empecilhos para as mulheres irem mais longe, em todos os sentidos. “Não se trata de apologia a longos deslocamentos, mas das possibilidades de cada gênero.”, pondera Haydee sobre os gráficos apresentados. Confira abaixo:

 

 

 

Por precisarem realizar deslocamentos além de casa-trabalho, o tempo médio das viagens femininas é menor, e por consequência, a possibilidade de distância alcançada também. A rotina de deslocamento atrelada aos afazeres doméstico poda as possibilidade de empregos almejados e lazeres pessoais das mulheres. Ainda assim, Haydee afirma que os últimos 40 anos mostram uma apropriação do espaço público pelas mulheres, e que o caminho é pensar as estruturas da cidade na perspectiva feminina. Dessa forma, crianças também tem mais acesso aos espaços públicos.

 

O texto na íntegra está publicado no Portal Bike é Legal, para ler o que Haydee Svab palestrou sobre mulheres e os modais ativos, clique aqui!

 

 

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