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A tendência das cidades caminháveis

April 30, 2020

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Como as mulheres andam?

6/3/2018

Literalmente, elas andam a pé – estudos recentes mostram que elas gastam muito mais sola de sapato do que eles – e de transporte coletivo. A bicicleta ainda é pouco expressiva nesse pacote, infelizmente. A pesquisa “Mobilidade por bicicleta e os desafios das mulheres de São Paulo”, feita pela Ciclocidade, apontou que apenas 6% das mulheres andam de bicicleta na capital paulista.

 

 

 

O medo é o sentimento comum, que desestimula o acesso a um transporte sustentável, silencioso e saudável – que em cidades desenvolvidas, como Amsterdã, Nova York e Paris, está no topo das prioridades das políticas públicas e das campanhas de mobilidade urbana.

 

 

 

Em São Paulo, segundo os dados desse estudo, 27% das mulheres têm medo de compartilhar a via com carros pela falta de respeito no trânsito, 26% consideram o risco de ter colisões, quedas ou atropelamentos e 14% delas pensam nos riscos de assalto quando estão pedalando.

 

 

 

Já o estudo da engenheira e pesquisadora Haydée Svab, da Escola Politécnica da USP (Poli-USP), concluiu que as mulheres são maioria no transporte coletivo e também no transporte a pé. Os homens predominam apenas no uso do carro, o modal cada vez mais insustentável nas cidades. Haydée baseou sua pesquisa em dados coletados desde 1977 e observou que essa tendência vem desde lá.

 

 

 

Embora as mulheres vivenciem muito mais o espaço urbano – por andarem mais a pé e de transporte público do que os homens –, elas não são ouvidas no planejamento urbano, tampouco contam com políticas urbanas inclusivas, que possam protegê-las de problemas graves como o assédio e a violência. Sem contar a qualidade precária das calçadas, que dificultam o uso de carrinhos de bebês, e a iluminação inadequada em diversas vias.

 

 

 

A boa mobilidade é essencial na formação da cidadania plena para todos, independentemente do gênero. Mas a vulnerabilidade feminina diante de ruas escuras, pontos de ônibus desertos e calçadas malfeitas é bem maior. Assim, medidas como a redução da velocidade máxima de vias, desembarque noturno de ônibus em locais seguros, melhoramentos em calçadas e boa iluminação devem ser feitas com urgência para facilitar o ir e vir das caminhantes desse nosso país. Isso significa ter respeito e segurança e ter direito à cidade, um bem de todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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