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A mobilidade na política

6/9/2018

Foto: acervo Carona a Pé

 

Nas eleições 2018, os candidatos falam de economia, segurança e saúde, mas pouco tocam no tema mobilidade urbana, um assunto importantíssimo no Brasil, país que tristemente registra 47 mil mortes no trânsito por ano – o que o leva ao quarto lugar em número de mortes nas Américas, atrás da República Dominicana, Belize e Venezuela.

 

O professor Mauro Zilbovicius, da Escola Politécnica da USP, lembra que esta é uma questão crucial: não apenas porque o transporte é um direito social garantido pela Constituição, mas também pelo fato de a população brasileira ter se tornado cada vez mais urbana. “A mobilidade afeta pessoas de todas as idades e classes sociais, todos precisam se mover nas cidades”, diz Zilbovicius.

 

Ele ressalta que o tema não se resume a deslocamentos pontuais, mas à possibilidade de usufruir a própria a cidade em cultura, lazer, esporte e serviços. “Isso é fundamental e não é priorizado pelos governos”, afirma o especialista em transporte.

 

 

Tendo em vista essa cidade mais segura e saudável, as entidades Sampapé!, União de Ciclistas do Brasil (UCB) e Grupo de Estudos em Transportes da Universidade Federal do Paraná (GET-UFPR) lançaram a campanha "Mobilidade Ativa nas Eleições", para garantir o compromisso dos candidatos à presidência e ao governo com programas e políticas públicas que favoreçam quem se desloca a pé e de bicicleta.

Afinal, são milhões de pessoas que se locomovem diariamente no país por modos não motorizados – formas pouco respeitadas no país onde prevalece a “cultura do carro”.

 

Desde o final dos anos 1950, no governo Juscelino Kubitschek, quando houve a implantação da indústria automobilística e o maciço investimento em rodovias, sofremos com os congestionamentos e com a precariedade do sistema público de transportes, além de termos nossas cidades planejadas em função do carro, e não das pessoas que vivem nelas.

 

 

Portanto, lutar para que os pedestres e ciclistas sejam protegidos e respeitados é um dos objetivos dessa campanha, cuja participação é aberta a pessoas e organizações de todos os estados. As 18 propostas da Carta Compromisso visam reduzir mortes no trânsito, garantir infraestrutura como calçadas decentes e ciclovias e inserir programas de incentivo aos modais ativos, como rotas escolares seguras, entre outros pontos.

 

Uma iniciativa muito bacana e que pode ser compartilhada pelo site https://mobilidadeativanaseleicoes.org.br/

 

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