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Os carros elétricos estão chegando

8/8/2019

Desde 2006, existe uma associação que defende o desenvolvimento de veículos elétricos no Brasil, sejam eles pesados (ônibus, caminhões, trens etc.), leves (carros,  caminhonetes) ou levíssimos (motocicletas, bicicletas, patinetes etc.). É a ABVE, Associação Brasileira do Veículo
Elétrico, que o Pro Coletivo visitou para uma conversa sobre o crescimento desse setor.


Ricardo Guggisberg, presidente executivo da entidade, comemora o crescimento dos carros elétricos no país. De 2012 a junho de 2019 foram vendidos 13.022 veículos. “E só em junho deste ano a venda foi de 716 carros, a maior a em toda a série”, diz Ricardo, lembrando que os dados excluem ônibus, motos e levíssimos.

 

É claro que os números são ainda muito tímidos se comparados com os do mercado externo. Lá fora, os carros elétricos estão rodando com incentivo de políticas públicas que estimulam a produção e o consumo. Na Noruega, por exemplo, 39% das vendas de carros em 2017 foram de modelos elétricos. Já a Alemanha se comprometeu a  encerrar a produção de carros a combustão até 2030. “O que pega aqui no Brasil é o alto custo dos impostos e da implantação da infraestrutura”, diz Guggisberg.

 

 
O que nos deixa equiparados a países desenvolvidos, segundo ele, é o desenvolvimento de veículos levíssimos. “A explosão dos patinetes elétricos mostrou que as pessoas querem se movimentar independentemente dos carros. Nesse mercado estamos junto com o mundo e com os mesmos problemas, inclusive com a dificuldade de regulamentar esse tipo de modal”.
 

O presidente da ABVE lembra que o brasileiro é um consumidor de tecnologia e interessado em sustentabilidade, no transporte limpo. “O grande problema é o custo do carro, que é alto no Brasil”. No caso do ônibus, há ótimas perspectivas de crescimento. Até 2030, A ABVE
estima que a frota de ônibus elétricos e híbridos no Brasil vai se multiplicar por sete, passando das atuais 891 unidades licenciadas para mais de 6.000 mil unidades, graças aos programas de troca da matriz de combustível no transporte público em várias cidades.

 

 

O Paraná é um estado que vem investindo fortemente na eletrificação. Ele adota políticas de incentivo, parcerias com o setor privado e o fortalecimento da eletrovia da Copel, que liga o Porto de Paranaguá às Cataratas do Iguaçu, com 730 quilômetros de extensão.


Na cidade de São Paulo, a Lei Ambiental 16.802/2018 prevê que metade dos atuais 14.400 ônibus a diesel terá de ser trocada por veículos de baixa emissão de poluentes num prazo de dez anos. Em vinte anos, toda a frota terá de rodar com combustíveis renováveis. A frota paulistana de ônibus urbanos é a maior do Ocidente e a terceira maior do mundo, atrás apenas de Pequim e Shenzhen, na China.

 

 

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