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O trabalho e a mobilidade

1/5/2017

 

 

Vivemos uma realidade de comunicação instantânea, que aproxima muito as pessoas, mas, paradoxalmente, a mobilidade física é um obstáculo de aproximação, causando cansaço, irritação e ansiedade nas pessoas durante os seus deslocamentos diários para o trabalho e seus afazeres cotidianos. A média de tempo gasto por dia no trânsito paulistano é de 2h58 min. Entre os que usam carros todos os dias, o tempo médio é de 3h06 min (de acordo com pesquisa feita pela Rede Nossa São Paulo em 2016).

 

Sim, realmente é muita coisa. Muito tempo perdido no trânsito, entre buzinas, fumaça, ansiedade e stress.

 

Assim, esperamos que a próxima revolução tecnológica seja na logística da mobilidade das pessoas. O senso de uso coletivo já está na comunicação, com as redes sociais, emails, whatsapp etc., mas ainda não na logística do transporte urbano.

 

Por isso, a escolha por modais coletivos, pela multimodalidade (junção de vários modais, como ônibus, metrô e pedestrianismo em um mesmo trajeto) e pela chamada mobilidade ativa – pedestrianismo e ciclismo – é o que pode melhorar a situação e a saúde de grandes cidades, como São Paulo. Essas escolhas produzem um impacto positivo e coletivo tanto no ambiente (diminuição da poluição e do trânsito) como nas relações sociais (grupos de bike ou caminhada, formação de consciência coletiva).

 

Entrevistado para o jornal Valor, o cientista britânico Paul Mason, autor do livro “Pós-Capitalismo, um guia para o nosso futuro” (Companhia das Letras), acredita no fim do capitalismo e na substituição por um novo sistema, mais justo, que resulta do avanço da tecnologia e do fim dos modos de trabalho tradicional.

 

De acordo com ele, o desejo de compartilhar não apenas informações, mas bens e serviços, irá derrubar as margens de lucro e a lógica do capitalismo, inviabilizando monopólios.

 

Dessa forma, o compartilhamento de bens – como o carro – já é uma característica desse sistema, afinado com a economia colaborativa. Para o Brasil, que ainda patina em questões básicas, como saúde, educação, moradia e mobilidade coletiva (ônibus e transporte sobre trilhos), essa realidade pode ser mais longínqua do que a dos países desenvolvidos. Mas, mesmo sem as condições ideais, precisamos nos fortalecer e estimular entre as pessoas do nosso grupo valores da economia criativa e colaborativa, que no campo da mobilidade se traduz em: mais compartilhamento, mais mobilidade ativa, mais saúde e bem-estar para todos e para a cidade, mais amor e empatia no trânsito e na vida.

 

 

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