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Evento da Grow traz novidades para a mobilidade urbana, como as bikes na região do Capão Redondo

4/5/2019

Na sexta (3 de maio) aconteceu um super evento em São Paulo: o 1º Summit Grow de Segurança e Convivência na Micromobilidade, para discutir a coexistência dos diversos modais nas cidades. A iniciativa é da empresa Grow, holding que nasceu depois da fusão da Yellow e da Grin, duas empresas da chamada micromobilidade. A Yellow é a responsável por colocar, desde 2018, as bicicletas amarelas em SP e em outras cidades brasileiras; a Grin, por sua vez, trouxe as patinetes elétricas para as ciclovias e ruas.

 

Juntas, Yellow e Grin contam atualmente com mais de 135 mil patinetes e bikes em sete países, já realizaram 2,7 milhões de viagens em apenas seis meses e contam com 1,1 mil funcionários. O plano de curto prazo é mais do que dobrar sua frota, além de ampliar ainda mais suas ofertas e expandir para outros pontos da América Latina nos próximos meses.

 

No evento de ontem, a pauta foi a segurança e a convivência entre os diversos modais. Como disse Marcelo Loureiro, co-fundador da Grow & Diretor Geral Grow Brasil, o objetivo é promover esse debate tão importante em um momento de grandes mudanças: "Queremos melhorar o impacto que a gente causa na cidade", disse Loureiro.

 

Para isso, foi bastante discutida a questão da regulação na micromobilidade (um conceito novo, que diz respeito a modais sustentáveis como bicicleta, patinete e monociclo, usados em trajetos curtos, nas chamadas primeira e última milha), os desafios da micromobilidade para pessoas com deficiência, a importância do desenho urbano para melhorar o ir e vir das pessoas, a cultura do compartilhamento para a segurança nas ruas, o uso da tecnologia e a micromobilidade na periferia.

 

Uma das palestrantes, Carolina Padilha, fundadora do Carona a Pé, lembrou como a disputa do espaço ainda é injusta no Brasil, especialmente para os pedestres. Ela fundou um programa que leva pais e crianças a caminhar juntos, diariamente, os trajetos de ida e volta à escola. 

Em São Paulo, 80% do espaço das ruas é destinado aos carros. Consenso entre o palestrantes é a urgência de criar políticas públicas que equilibrem essa equação, trazendo mais espaço (com segurança) para pedestres e ciclistas. 

 

 

Marcos Holtz (Vice-Presidente Técnico da Pró-Acústica), falou sobre os efeitos da poluição sonora, altíssima em SP, na saúde das pessoas. "O barulho do carro é onipresente e é um problema de saúde pública. Você não muda os ruídos numa cidade sem tocar na mobilidade urbana. A gente naturaliza a poluição sonora no ambiente urbano, acha que é normal, mas ela é extremamente prejudicial, causando doenças como infartos, AVCs, insônia, depressão, entre diversos males", disse Holtz.

 

Segundo ele, o som pode ser uma ferramenta de planejamento inteligente e saudável de uma cidade.

 

Outra mesa redonda interessante reuniu Marcelo Loureiro, da Grow, o escritor e ativista Ferrez, Jô Pereira (Criadora do Mapa Pedal Afetivo e Pedal na Quebrada, Coordenadora do Preta, Vem de Bike SP!) e Fagner Saturno (Fundador e Presidente do Instituto Cria Conexões). Nesse debate, discutiu-se a imensa carência de oportunidades das pessoas que moram nas periferias e não têm acesso aos serviços básicos, e muito menos a formas mais sustentáveis e inteligentes de locomoção, como as bikes e patinetes da Grow.

 

A empresa anunciou ao final do debate a implantação de seus serviços de bicicleta na região do Capão Redondo, que a partir de agora passa a contar com 200 bikes Yellow nos bairros, com valor de R$ 1 por 30 minutos, com a volta grátis. O horário de funcionamento será das 6h às 22h. As bicicletas podem ser acessadas sem cartão de crédito, diretamente em comércios locais, novos parceiros da empresa. Haverá venda de créditos pré-pagos em restaurantes e comércios da região. "Queremos garantir o serviço para todas as pessoas, de todas as classes sociais. A gente acredita que a inclusão social é fundamental para a nossa empresa. O modal só vai ser bom se for bom para todos", afirmou Marcelo Loureiro. A empresa fez um trabalho de dois meses na região, com a parceria do escritor Ferrez, para identificar as necessidades da comunidade e descobrir a melhor forma de trabalhar ali. 

 

O bairro do Capão Redondo (na foto abaixo) será a primeira região das periferias de São Paulo a receber um serviço de empréstimo nos mesmos moldes do que é oferecido nas áreas centrais. Outras regiões periféricas paulistanas irão receber o serviço de aluguel de bicicletas nos próximos meses, disse Loureiro.

O executivo reafirmou a necessidade de ter um diálogo constante com as comunidades da periferia paulistana para implementar soluções. Uma delas é a abertura da escola Grow, para capacitar jovens que já trabalham na empresa ou querem trabalhar lá. "Trata-se de uma programação de alto nível na área de tecnologia. Esse mercado oferece hoje 450 mil vagas, e não tem gente capacitada para trabalhar. Estamos implementando essa escola para formar pessoas a partir da base, trazendo mais e melhores oportunidades para trabalhar e crescer na nossa empresa".

 

O evento terminou no final do dia com um breve pronunciamento do prefeito Bruno Covas, que declarou a necessidade de olhar para a cidade de forma holística e diversa, com todos os modais, e com um plano de segurança viária a ser lançado. "O poder municipal antes só se preocupava com ônibus e carros. Hoje estamos preocupados com a convivência e a segurança das pessoas que transitam nos mais diversos modais, como os da micromobilidade. Nossa cidade de São Paulo celebra a diversidade em muitas áreas: a diversidade racial, a diversidade de nacionalidades, a diversidade de crenças, a diversidade sexual e também a diversidade na mobilidade", disse o prefeito.

 

 

 

 

 

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