A tendência das cidades caminháveis

30/4/2020

Os benefícios do chamado “transporte a pé” são inúmeros. Eles envolvem a saúde de quem anda regularmente, a sustentabilidade e a saúde econômica das cidades. 
Além de emagrecer e trabalhar os músculos, a caminhada favorece o coração, controla o colesterol e a diabetes, e reduz a ansiedade, entre outros ganhos.
Mas nesse período em que economistas e gestores refletem sobre como estará o mercado pós-pandemia, e sabemos que não será muito fácil, é importante saber que as suas escolhas de locomoção podem impactar também no meio ambiente e na economia.

 

Confira as vantagens:

  • Um estudo recente feito pela organização Victoria Walks, em Melbourne, na Austrália, revelou que para cada dólar investido em caminhada US$ 13 são devolvidos em benefícios pelo descongestionamento do trânsito, pela redução de poluentes e pela saúde dos envolvidos. 

  • Quem caminha estimula a economia local de seu bairro e comunidade. Com mais pessoas transitando a pé, o comércio local cresce, há geração de empregos e a renda per capita aumenta. E isso será cada vez mais comum após a pandemia, porque muitas pessoas adotarão o home office e o teletrabalho. 

  • Pesquisas mostram que pedestres – e também ciclistas – tendem a entrar mais em estabelecimentos como cafés, restaurantes e lojas do que pessoas que estão em seus carros. O motivo é o acesso fácil, imediato e sem custo algum. Não é preciso pagar estacionamento ou ficar rodando em busca de uma vaga. É só entrar.

  • Uma cidade que conta com um número expressivo de caminhantes tende a ser mais bem-sucedida e saudável. É o caso de metrópoles como Copenhague, Vancouver e Viena, apontadas, pela pesquisa da consultoria Mercer, como as que têm melhor qualidade de vida no mundo.

Tendência global


As cidades caminháveis devem crescer depois dessa crise que vivemos. Haverá uma pressão no mundo todo por políticas públicas que contribuam para a saúde e o bem-estar das pessoas, reduzindo acidentes de trânsito e a emissão de poluentes dos veículos a combustão.


Assim, é vital que o nosso querido Brasil não perca mais uma vez o trem da história, ou melhor o passo da história. É preciso que tanto os órgãos públicos como a iniciativa privada planejem e implementem uma urbanização amigável ao pedestrianismo. Ruas e calçadas ocupadas com mais pedestres são mais seguras e humanas. A economia agradecerá e os corações, também.
 

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