100 dias fotografando o amanhecer

 

Amanhecer de 16/08/2020 - Projeto "Fotos da janela na quarentena" - Dia 100º.

 

"Nestes cem dias fotografando as alvoradas, me veio à lembrança “Cem Anos de Solidão”. Publicado em 1967, obra-mestra do escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, conta a história da fictícia Macondo, fundada pelos Buendía, e é recheada de realismos mágicos’.

 

 

 

Uma espécie de “Saramandaia” latino-americana, com ares de atualidade tupiniquim.

 

Há de tudo: epidemia de insônia, de esquecimento, ‘pitacos’ de pseudo salvadores da pátria um tanto quanto curandeiros, personagens bizarros e de outros mundos... nada mais surreal, nada mais atual, nestes tempos pandêmicos, soturnos e sombrios, quase de trevas, em que vivemos.

 

 

Foram cem dias, quase solitários, em que pude ouvir o grito de alerta da natureza. Éramos eu e ela, cúmplices, às vezes perplexos. Éramos eu e a câmera, através da qual, registrei esses momentos, parceira incansável. Éramos eu e o Criador e sua paleta ‘caetaneada’ de cores.

 

 

 Era eu em minha solidão reflexiva".


 

Os amigos comentam:

 

“A Nasa garante: há cem dias que o sol carioca acorda empolgado. Tem a ver. Há cem dias que não é aquela coisa repetitiva de apenas mais um dia que se inicia, blá-blá-blá. Não. Desde maio que o bagulho é sério, e o Sol vem todo-todo, só porque ouviu falar que o Carlos Monteiro está a postos para registrar sua chegada ao Rio, após mais uma noite dando pinta em paisagens menos harmônicas (e desculpaê, planetinha).

O que a Nasa nem sequer pressente é que o Carlos já fez essa graça milhares de vezes, de tudo quanto é ponto da cidade, mas, para manter-se acima da pandemia, tem fotografado sempre do mesmo telhado. Alto pacas: quinze andares. Só que essa imobilidade aparente não dói, porque o que sempre surge é uma imagem nova. Nova e invariavelmente desbundante. Com eles dois juntos, não tem tempo ruim.

Ou seja, desta vez a Nasa tem razão. Aquele solzinho velho de guerra anda mesmo todo emperiquitado por aqui, só porque sabe que o Carlos Monteiro – a lenda que jamais dorme – estará pronto para registrar seu retorno à cidade. Sorte a dele. Do sol, claro.”

Nelson Vasconcelos, jornalista, escritor e parceiraço

 

 “Noventa e nove, quase 100 dias!!! Uma marca histórica de registro exuberante retratados em imagens belíssimas da criação divina, a "aurora" de um despertar da vida pulsante das grandes metrópoles. Registrará o número 100 em um belo dia de domingo "Dia do Senhor", em que a Igreja celebrará o Dia de Nossa Senhora da Assunção, aquela que cantou o "magnificar" um hino de amor, humildade e entrega ao amor de Deus... "Minha alma engrandece ao Senhor, e meu o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva." (Luc 1,46-48)

Para agradecer a glorificação da humildade e da pequenez, a vitória sobre o pecado e a morte, as grandes coisas operadas por Deus em benefício de toda humanidade.”

Pe. Cláudio Ribeiro – vigário paroquial da Igreja de Santa Cecília – SP

 

“Sou um apaixonado declarado pela minha cidade e tive a sorte de conhecer o Carlos e receber suas fotos do amanhecer do Rio. “Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro” de felicidade ao me deparar com essas imagens.”

Chicô Gouvêa, arquiteto e o maior fã do Tin-Tin

chicogouvea.com.br

 

 

“Querido Carlos, parabéns por essa maratona dos 100 dias fotografando o amanhecer. Através de suas lentes e do seu olhar, cada um guarda a sua cor, a sua poesia. 100 alvoradas de um momento tão sombrio, tão doloroso, mas cada uma delas, em seu esplendor, trazendo a esperança que não podemos perder. Que você possa nos mostrar mais 100, mais 1000 alvoradas desse Rio de Janeiro que tanto amamos. Dias melhores virão!”

Anna Ramalho, cronista, jornalista e apaixonada pelo Rio

annaramalho.com.br

 

 “Há 100 dias, despertar e ver nossa cidade bela e apaixonante por uma lente perfeita que nos transmite o intransmissível: as fotos de Carlos são diáfanas e uma janela para todos nós. Eu, por exemplo, acordo e as busco com a mesma avidez que o sultão, ao contrário de mim, buscava as histórias de Sheherazade para dormir.”

Dr. Efer Cilas, médico homeopata e irmão de coração

 

 

“Cem dias - e, com sol ou com chuva, o Rio saiu bem na foto. Isso é um alento. Se depender de Carlos Monteiro, o dia sempre vai nascer.”

Heloisa Seixas, escritora, jornalista e gatóloga

heloisaseixas.com.br

 

 


“Cem dias - madrugando para fotografar o amanhecer do Rio. Ininterruptamente, sem dormir um pouquinho mais, sem se espreguiçar  na cama, sem tomar um café sossegado. O fotógrafo Carlos Monteiro é obcecado pelo nascer do dia na cidade mais linda do mundo. E por isso a acompanha, enlevado e amoroso, em seu renascimento diário, quando se dá conta da presença divina, intensa e colorida. Nos tons de vermelho, amarelo, dourado e até azul a Cidade Maravilhosa desperta, nos fazendo acreditar que a vida, sim, é bela.”
Chantal Brissac, jornalista, publicitária, fundadora do portal Pro Coletivo e adepta da multimodalidade.

procoletivo.com.br

 

“Amigo Carlos, acompanhar durante essa pandemia as mais lindas fotos do amanhecer do Rio de Janeiro, a cidade mais bonita do mundo, e ler suas crônicas diárias foi um bálsamo para o meu coração e para o meu espírito. Obrigado de verdade!!!

O mais legal que todos os dias eu mostrava as fotos ‘pra’ minha filha de 10 anos, a Maria Mariana, e ela escreveu o seguinte:

“’O amanhecer é como se fosse o início de uma nova era de uma nova vida e de um novo momento. E fotografar essa linda cena e mais do que especial. Por isso obrigado por compartilhar isso com a gente.’”

Sérgio Ricardo Almeida, Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro e flamenguista como nunca houve. Maria Mariana, estudante e um doce de menina.

 

 

“Pelas lentes do querido e talentoso fotógrafo Carlos Monteiro foi possível ver o nascer do sol nas mais variadas apresentações. Há algum tempo, vejo uma verdadeira pintura a cada amanhecer. 

Obrigada por isso!”

Luma de Oliveira, atriz e empresária

 

 

"Durante cem dias, Carlos Monteiro tornou-se um obstinado caçador da aurora. Armado com sua câmera fotográfica, registrou, a partir da janela do seu apartamento, em Botafogo, a luz solar abrindo a cada instante seus róseos dedos sobre o Pão de Açúcar e arredores. Sempre a mesma e sempre diferente, a inaugurar o mundo e a cidade. Carlos Monteiro soube fixar, em belíssimas e cambiantes imagens, a passagem da escuridão para a luz. Como se nos dissesse que o homem, nestes tempos de pandemia e obscurantismo, também saberá amanhecer."

Adriano Espínola, professor, poeta, escritor e cearense arretado

 

“Há mais de três meses recebo pelo celular um pontual e deslumbrante bom-dia, vindo do querido Carlos Monteiro, cujo olho e cujo talento se valem de uma poderosa lente para o registro fotográfico do amanhecer na Cidade Maravilhosa.

Cada um desses belíssimos cliques de Carlos é um verdadeiro poema em forma de imagem.

Sabedor de que gosto muito de aves e aviões no céu das alvoradas cariocas, Carlos volta e meia me manda bônus, nos quais privilegia esse meu culto.

Hoje, centésimo dia consecutivo dessa feérica empreitada, só me cabe agradecer ao Carlos pelas doses matutinas de poesia e encantamento.”

Pasquale Cipro Neto, professor e linguista.   

portuguescompasquale.com.br

 

“100 dias é tempo que não acaba mais. Ainda por cima levantando muito cedo, quem sabe, ficar acordado esperando o sol nos dar sua cara, brilhante, vermelha, pelando de quente e redonda, nascendo por trás da linha do horizonte que, sorte nossa, vive boiando no mar. Nem chegou todo, rabisca o céu com as mais incríveis e deslumbrantes cores, fica tudo ainda mais bonito quando tem aquelas nuvens rechonchudas, preguiçosamente boiando lá em cima. Todo finalzinho de madrugada, da sua janela aberta e com seu bom gosto de nascença, o fotógrafo Carlos Monteiro mira suas câmeras no que o Rio tem de melhor e aí escancara toda essa sua deslumbrante beleza natural para o mundo todo. Ainda bem que o Carlos Monteiro nasceu carioca de Santa Tereza, imagina se tivesse nascido naquela Maior Cidade do Interior do Hemisfério Sul, onde a linha do horizonte é feita de concreto e heliportos barulhentos. 

Viva as 100 madrugadas desse artista que nos dá um bom dia, de tão lindo, só falta ouvir o bem-te-vi cantar. Viva o centenário Carlos Monteiro!”

João Luiz de Albuquerque, jornalista, repórter, fotógrafo e a pessoa com as mais engraçadas tiradas que já vi/ouvi.

 

“...porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não têm uma segunda oportunidade sobre a terra...”.

“Uma nova e arrasadora utopia da vida, onde ninguém possa decidir pelos outros até mesmo a forma de morrer, onde de verdade seja certo o amor e seja possível a felicidade, e onde as estirpes condenadas a cem anos de solidão tenham, enfim e para sempre, uma segunda oportunidade sobre a terra.”

Gabriel Garcia Marques

 

 

Amigos a gente guarda, eternamente, no lado esquerdo do peito.

 

Carlos Monteiro - Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2020

 

 

 

Carlos Monteiro

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