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Moovit lança pesquisa global sobre o transporte público


Uma novíssima pesquisa feita pelo Moovit, o aplicativo de transporte público mais usado no mundo – são mais de 680 milhões de usuários do app gratuito em 3 mil cidades de 96 países –, dá conta da situação do Brasil na mobilidade coletiva.

Durante o ano de 2019 o Moovit rastreou milhões de viagens de ônibus, metrô e trem em 99 grandes cidades de 25 países. O resultado mostra um retrato vivo de como as pessoas transitam e o que é importante mudar e melhorar. No Brasil, foram dez as cidades estudadas: Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O modelo do estudo permite comparar as métricas entre as metrópoles brasileiras e as internacionais.

Ônibus no Rio de Janeiro

Alguns resultados revelam novidades, desmontando antigas impressões. Por exemplo, em relação ao tempo de deslocamento, o Rio de Janeiro – e não São Paulo – está no topo da lista, com a média de 67 minutos. A média de São Paulo e de Recife é de 62 minutos, tempo igual ao de Santiago e Lima. Já a menor é de Porto Alegre, com 46 minutos. Essas três cidades (Rio, SP e Recife) estão entre as 10, no mundo, com mais tempo gasto em deslocamentos.

Na região sul do país, Porto Alegre e Curitiba dão bons exemplos. Na capital gaúcha, 32% dos deslocamentos duram menos de meia hora e 53% das viagens são diretas, sem baldeação, enquanto em Curitiba 18% dos passageiros esperam menos de 5 minutos pelo seu transporte (resultado similar ao de Buenos Aires). Nesse quesito, o da espera do ônibus, Recife tem o tempo mais alto do país: 25 minutos. 52% dos recifenses esperam o ônibus por mais de 20 minutos.

Recife tem o tempo mais alto de espera de ônibus no país

Em Salvador, 58% dos passageiros fazem duas baldeações nos deslocamentos; Fortaleza e Brasília têm índices semelhantes: 53% das viagens com duas baldeações. Em Brasília, 47% percorrem mais de 12 km em seus trajetos, o que demonstra a precariedade do sistema de ônibus e o investimento recente no metrô, inaugurado em 2001. O estudo inédito do Moovit mostra, no Brasil, os efeitos de uma cultura exclusivamente focada no automóvel.

Isso explica também por que 45% dos brasileiros não usam bicicletas e patinetes compartilhados. Entre as principais razões constam a falta de ciclovias e más condições das vias. A ausência de receptividade a ciclistas é um problema por aqui, pois afugenta novos usuários.

Disponível no site (moovit.com), o Relatório Global sobre Transporte Público do Moovit 2019 ainda aponta tendências e mostra o que pode ser aperfeiçoado nos modais coletivos e na micromobilidade. É uma ferramenta importante para entender, comparar e melhorar a forma como nos movemos.

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